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terça-feira, junho 21, 2016

O PRIMEIRO ADEUS...






O Rui deixou-nos.
Para trás ficam tempos de sofrimento, para ele e para os que o acompanharam.
Para mim ficam-me as recordações da nossa adolescência, da sua alegria, do seu gosto pela música, e imagino-o a ouvir os Led Zepelin , Santana ou os Doors.
Nos últimos dias percorri alguns dos locais onde ele morou, quase numa homenagem aos tempos passados.
Foi um enorme prazer revê-lo, ao fim de tantos anos, no nosso último almoço, em 2010, pelo que esta noticia, me deixou bastante impressionado.
Faço minhas as palavras do Paulo Coelho:




Até um dia AMIGÃO RUI, e.......
Havemos de ir os 6 MAGNÍFICOS, já transformados em ESTRELAS para a quinta do TONI no Algarve, e mesmo todos aqueles que não foram nesse saudoso ano de 1973, assim ao género de:
"Amigo maior que o pensamento"
"Trás outro amigo também"......
Por isto agora, só tenho a amargura dos meus queridos amigos Adelino e Toni ambos por razões diferentes, não poderem ter estado nesse último almoço do núcleo de Rádio em 2010.
Mas não tem problema, fazemos um "lá em cima". 
Já reservei a Via Láctea só para nós, para darmos largas á nossa amizade da "melhor juventude"
 




segunda-feira, julho 21, 2014

Livra ninguém limpa isto.


Eu que até nem gosto de Fado, mas realmente nem o Panteão deve cheirar tão mal..... Livra.

Óóóó tempo volta prá trás.
Traz-me o Núcleo que eu perdiiiii.
A troika, não manda nadaaaa.
Quero os serões em casa do Toniiiii.
Óóóó tempo volta prá trás.
Põe-me tinta nestas cãããs.
Pois até o próprio Fortes.
Fará o programa nas manhãs.

Aaaaaaaahhhhhhh Fadista !!!!

Não conhecia esta minha faceta. O que a idade faz a um gajo.
Isto já deve ser a boazona da Aterosclerose a atacar.

quarta-feira, julho 16, 2014

Deixa lá ver se trouxe as chaves aqui da Catacumba

Pronto afinal trouxe.
Unff...Unff... (som de inspiração "cheirante").
Pefuuuuu....Pefuuuuu.... isto cheira a bafio que tresanda.
A "gajada" não põe aqui os pés de certeza há muito tempo.
Mas que cambada de velhos.
E depois eu é que estou sempre a dizer que estou velho.
Bom deixa-me lá abrir as janelas a isto a ver se entra algum ar, como está calor a ver se sai bafio.
O Núcleo de Rádio está fechado há tantos anos, o Gil Vicente já nem é Liceu, foi despromovido a "Escola", mas isto cheira pior que o núcleo que já não existe.
Caramba, as décadas estão a passar mas apesar das agruras da vida ainda não estamos assim tão velhos.
Estou a ver é que com isto assim mais vale agora que o Google foi obrigado a aceitar um formulário de pós-mortem, com "O Direito a ser esquecido", se calhar é melhor deixar uma pré-inscrição, pois se não for eu e o André, ninguém vem dar ar á casa nem limpar as teias de aranha.

sábado, abril 19, 2014

O 24 e o 25 de Abril de 1974 do núcleo de rádio

Nas minhas pesquisas incessantes e "googlescas" por pessoal da rádio especialmente muitos  que para lá foram depois de a maior parte de nós de lá ter saído e eu inclusivé ter passado a andar a "elas", como todos sabem tem aparecido gente e mais gente que diz por lá ter passado. Ora como alguns posteriores a mim já nem esses o podem confirmar,  e o "almejado layout" que o Valentino Barroso tinha, mas que deve ter "ido" no avião que está desaparecido, eu proponho que se passe a definir o núcleo de rádio, e mais propriamente os seus elementos componentes, pelo pessoal que entrou até a 24 de Abril de 1974, pois não há forma de controlar a veracidade das afirmações, e a páginas tantas não vá  o nosso "Primeiro", ou até o nosso "Pensionista-mór" que actualmente reside em Belém,  virem dizer que pertenceram ao núcleo de Rádio.

sexta-feira, abril 11, 2014

Bom........Vamos lá dar Viagra Hertziano a isto.

TOMO 1 Saudosismo

"Linkem" e atrevam-se.

http://telefonia.no.sapo.pt

http://telefonia.no.sapo.pt/lisbon.htm

http://www.classicosdaradio.com/RadioGraca.htm

E isto não é saudosismo. A rádio hoje é uma manada de meninos e meninas aos montes (especialmente durante as manhãs e em todas as estações) dentro de uma cabine do locução.Eles a dizerem bacoradas, e elas a rirem-se muito. Ou então uma mais espigadota a dizer umas parvoíces e eles a babarem-se.

quarta-feira, abril 09, 2014

Filhos do Rock - 3




Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver
o que acontecia
chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a
é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar
o que acontece 

(Rifão Quotidiano de Mário Henrique-Leiria)



A primeira vez que fui contactado pelo Paulo Coelho, foi para mim uma enorme surpresa. Descobri que havia a possibilidade de voltar a reunir uma série de pessoas que já não via há “um ror de anos”.

Durante vários anos apenas tinha encontrado, esporàdicamente, o Funenga, o Tony e o Silveira, este com mais frequência porque trabalhávamos relativamente perto, pelo que esta hipótese me deixou entusiasmado.
Quando nos reunimos pela primeira vez (para mim), foi espantoso reconhecer tantos rostos e actualizar as minhas memórias.

Como compreenderão, havia pessoas completamente desconhecidas, com quem nunca tinha privado, e a quem pouco me referirei. Como membro mais velho do grupo, tinha sido aquele que mais cedo me tinha afastado e que portanto não tinha acompanhado a transicção.

Mas era espantoso reencontar o Barroso, o Funenga, o Tony, o Morgado, o Tão, o Rui Coelho, o Adelino, o Bébe, o Lopes, o Gonçalves, o João Coelho, o Horácio... Do grupo inicial, apenas faltou rever o Silveira, o Fortes e o Rosendo (?).

Quando o Paulo falou na possibilidade de criarmos un site ou um blogue, abracei de imediato a ideia e criei o “nosso blog”. De nome “Meninos da rádio”, foi aberto a todos aqueles que faziam parte daquele grupo, a quem foram enviados convites para serem co-autores. Apenas 13 aceitaram o convite, e apenas um escreveu artigos no blog e apenas três escreveram comentários.

Aquilo que, a mim, me tinha parecido uma ideia engraçada e com potencial para nos levar a outros campos e incrementar a tertúlia e a criatividade, não foi aceite pela esmagadora maioria.

Citando o Paulo Coelho:
Esqueci-me que este Blog não era um programa de rádio.... Esqueci-me que somos mais que adultos, pais e avós. Dei comigo a sugerir e a mandar "Links" para audições. Esses tempos não voltam mais.”

Concordo Paulo! 

Este blog não era um programa de rádio. Mas podia ter sido!
Eu sei que quarenta anos é muito tempo! Eu sei que cada um de nós seguiu um rumo diferente! Eu sei que a realidade de cada um é distinta da do outro e, por vezes, não permite grandes aventuras.
Mas, quis acreditar que podia ser “giro”. Quis crer que haveria lugar para recordar e partilhar. Reconheço que sofri de excesso de expectivas. 

Por isso mesmo, em Fevereiro de 2013 deixei de publicar artigos, tendo mesmo proposto ao Paulo Coelho, o outro autor com artigos, o encerramento deste nado-morto.

Aqui fica o meu desabafo! Porque não quero ser confundido com uma nêspera, agora que está quase a chegar a época delas!

E o meu grande agradecimento ao Paulo Coelho, por todo o trabalho que teve e pelo prazer que me/nos proporcionou! Foi muito agradável reencontrar cada um de vocês em particular e todos em geral, mesmo aqueles que não conhecia.


Até sempre!

 

 


Filhos do Rock - 2




Tenho acompanhado a série “Filhos do Rock”. 
Parece-me um bom exercicio de memória e ajuda a recordar algum passado.

Não acompanhei, de uma forma muito intensa, o nascimento e desenvolvimento do” rock português”. Esta tem sido a oportunidade de, apanhando a boleia, recordar programas de rádio, grupos e canções.

Por vezes, a memória reaviva-se perante determinados estimulos e leva-nos a viagens de mais de quarenta anos.

Já repararam nos membros do grupo “Os Barões”?  Zé Paulo, Garrafa e João Pedro? 

O Garrafa é, para mim, o mais marcante. 

 Acho-lhe diversas parecenças com alguém que fazia parte do nosso grupo mais restrito. O cabelo, a forma de estar (entre o espalha-brasas e o muito alegre), a origem (algarvio), fazem-me recordar o Rui Coelho.

Filhos do Rock - 1




Há algumas semanas atrás, precisei de me deslocar de táxi, por não poder conduzir.

Apanhei um táxi que era conduzido por um sujeito que ouvia um posto de rádio a que não liguei. Durante o percurso, o motorista resolveu entabular conversa e mostrar que sabia de música.

“O cantor desta canção era um individuo fora do comum. Devia pesar mais de 300 kg.”

“É verdade respondi-lhe. Era enorme e dificilmente poderia passar despercebido”. Pus-me a recordar a sua imagem e a tentar lembrar-me do nome da canção que o tornou célebre e, que já foi interpretada por dezenas ou centenas de outros cantores. Mas, embora a memória não tenha ajudado, não dei parte de fraco.
Aí o condutor resolveu dizer : “Já vi que também sabe do assunto.” E começou a falar do rock dos anos cinquenta e sessenta. E começou a desfilar nomes: Pat Boone, Elvis Presley, Chuck Berry ...e os Beatles. “Eu sou um pouco mais velho, mas...”

A viagem chegou ao fim, mas como durante toda a manhã me sobrou tempo, fui-me entretendo a divagar sobre o tema.

O homem deveria ter entre 65 e 70 anos. Aparentava um estado fisico bastante equilibrado e, mentalmente, aparentava uma memória acima da média. 

Daí, foi um passo para pensar como é que os outros me veriam.
Raramente olho para um espelho com “olhos de ver”. É o pentear e aparar a barba. Não me recordo de olhar para o espelho e ver as rugas ou o ar mais envelhecido. Os cabelos brancos do cabelo e da barba fazem parte do quadro geral e nunca me incomodaram. No tempo em que,  diáriamente, usava gravata, o quadro não era muito diferente.

Mentalmente, embora com muitos acidentes de percurso que foram deixando as suas “verrugas”, continuo a achar-me “relativamente” são e tento não adoptar atitudes muito “empoeiradas  e datadas”. Gosto pouco de termos como “a música do meu tempo...”. Tenho uma forma relativamente “””Jovem””” (reparem nas aspas) de estar.
No entanto, tenho alguma dificuldade, vá-se lá perceber porquê, em imaginar pessoas de idade mais avançada, detentores de uma cultura musical na área do rock. Esta dificuldade está, certamente, associada ao nosso passado politico e à correspondente dificuldade de acesso à cultura académica e/ou musical. 

A música, na sua maior parte, com excepção da clássica e de alguns tipos de jazz, é um produto “jovem”, criada e executada por “jovens” e destinada, essencialmente, a “jovens”. É um rótulo que, de alguma forma, se cola à nossa forma de olhar os outros.

Se conhecemos e gostámos do rock, então ainda possuímos alguma juventude. Será?

Recordo-me de dizer a mim próprio: tenho que manter o contacto com a música que for sendo feita, não me posso fechar naquela que já conheço. Não posso dizer que música boa era a dos Led Zeppelin, ou dos Beatles, ou dos Rolling Stones, ou...
E no entanto, não fui capaz. Logo, envelheci.

E vocês?

PS: Quando a memória não ajuda, procura-se na internet:
        Israel  Kamakwiwo Ole – Somewhere over the rainbow